CRESCE O NÚMERO DE FALÊNCIAS REQUERIDAS NO BRASIL

Gerenciamento de Processos de Negócios (BPM) é visto como solução para livrar empresas da falência

Pesquisa divulgada pelo Serasa Experian no início do mês aponta que em março deste ano as falências requeridas aumentaram pela terceira vez consecutiva. Com isso, totalizaram 172 eventos, um aumento de 28,4% em comparação com fevereiro do mesmo ano. As micro e pequenas empresas lideram os requerimentos, com 108 ocorrências. O número de falências decretadas, no entanto, caiu de 64 em fevereiro para 53 em março. Para tentar sair da crise e retornar à estabilidade, muitas empresas estão recorrendo ao BPM – Business Process Management ou Gerenciamento de Processos de Negócios. Num levantamento feito com participantes do BPM Gartner Summit 2009, evento realizado em Londres, 70% deles afirmaram que o BPM ainda é visto como a “salvação” para suas empresas.
No Brasil essa realidade não é diferente, pois grande parte das organizações procura uma consultoria quando está em crise ou entrando nela. O consultor e diretor da F&A Tecnologia de Gestão Empresarial, Conde Ferrari, alerta para a necessidade de mudar essa postura e procurar um especialista quando o cenário é favorável. “Com caixa equilibrado e bom clima interno, é possível fazer uma revisão de processos criteriosa para dar um salto competitivo e superar a concorrência. Aí sim a empresa vai obter diferenciação mercadológica e mais produtividade e lucratividade”, aconselha.
O BPM tem sido cada vez mais utilizado pelas organizações, caracterizando-se, inclusive, como exigência do Prêmio Nacional de Qualidade e pré-requisito para adoção das normas da série ISO 9000. Ele é uma abordagem destinada a identificar e corrigir falhas nos processos de negócios. Para isso, envolve o desenvolvimento de um projeto de mapeamento e revisão de processos para torná-los mais leves, rápidos e aderentes ao negócio da empresa.
Toda empresa pode implantar o BPM, independentemente do porte e do segmento de atuação. “Pode ser um hospital, uma loja de shopping ou uma grande indústria. Não importa o produto que vende ou o serviço que presta, mas sim os processos do negócio e como podemos otimizá-los para melhorar os resultados”, explica Ferri. Com o BPM, as empresas melhoram seu desempenho de forma geral, pois são capazes de identificar, avaliar e gerenciar as numerosas atividades inter-relacionadas de seu negócio. Além disso, elas conseguem reduzir em até 20% os custos operacionais já no primeiro ano da implantação do BPM, dado comprovado pela pesquisa mundial da consultoria americana Gartner.
Estudo da Aberdeen Group, instituto de pesquisa norte-americano, recomenda que as organizações incluam uma consultoria no projeto de BPM. Isso porque ela representa uma visão isenta e especializada no processo. “Muitas empresas desejam organizar seus processos, porém não têm uma noção exata do que deve ser feito ou como fazer. Embora elas saibam reconhecer as oportunidades de melhorias, acabam por não implementá-las pela ausência de isenção na análise. Além disso, sem a adoção de uma metodologia consistente o projeto fica disperso”, esclarece Ferrari.
O BPM na prática
De modo geral, um projeto de Revisão de Processos tem duração entre quatro e oito meses, incluindo as fases de Planejamento, Mapeamento e Análise, Redesenho dos Processos e Implementação. Essa revisão implica várias decisões estratégicas, como tornar os ciclos de negócios mais rápidos, reduzir e controlar os custos, colocar ou retirar um produto do mercado, adotar tecnologias que melhorem o desempenho e, principalmente, eliminar as atividades que não agregam valor ao negócio.
Segundo Ferrari, é importante que a consultoria atue na implantação das ações de curto prazo, que correspondem a mais de 70% dos benefícios do projeto, objetivando o aprendizado da empresa na adoção do BPM. As ações de médio e longo prazos serão realizadas pela equipe da empresa, devidamente treinada para atingir os objetivos propostos. “O projeto não é feito para o cliente e sim com o cliente, assim ele não fica dependente da presença do consultor”, defende.
Principais resultados:

    • Ciclos de negócios mais rápidos e precisos;
    • Redução de até 20% os custos operacionais;
    • Internação e democratização do conhecimento, facilitando o crescimento sustentado;
    • Geração de valor agregado para acionistas, clientes, fornecedores e funcionários;
    • Inovação de produtos e serviços;
    • Salto no desempenho das atividades cotidianas;
    • Impacto positivo nos resultados do negócio;

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